Lições de Stanford para o Brasil no aspecto das inovações tecnológicas

Inovação. Foto: PxHere
Inovação. Foto: PxHere
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No Simpósio Brazil at Stanford realizado nos Estados Unidos, evento que reuniu líderes empresariais, startups, investidores, empreendedores, estudantes, autoridades, foram apresentadas as principais tendências de inovações tecnológicas nos ambientes de negócios em diversas áreas.

Foi mostrado o ecossistema que encoraja o desenvolvimento de cultura de negócios focada na inovação em produtos e serviços digitais.

Em destaque, as startups no segmento EdTech (tecnologia em educação) que apresentam soluções inovadoras na prestação de serviços aos alunos (crianças, jovens ou adultos). Exemplos de EdTech nos segmentos de gestão educacional, jogos educacionais, plataformas de aprendizagem, sistema de gestão de conteúdos, sistemas de gestão de alunos, entre outros.

Outro tema debatido foram as FinTechs (tecnologia em finanças) as quais oferecem novos produtos e serviços em demandas diversas como meios de pagamento digitais.

Também, as startups de HealthTech (tecnologia na saúde) destacam-se como mecanismos de disruptura de práticas antigas, com a atualização dos serviços de medicina, mediante a utilização da inteligência artificial e machine learning, big data, exames médicos, controle de prescrições médicas, atendimento aos pacientes com a ampliação de consultas médicas, em áreas como, gestão hospitalar, farmacêutica e diagnósticos laboratoriais, educação em saúde, marketplace, IoT/wearables, gestão, telemedicina, etc.

Além disto, no setor de GovTech aparecem alternativas inteligentes para solucionar problemas que afetam milhões de cidadãos, com propostas de atualização nas formas de prestação de serviços públicos, em diversas áreas, desde educação, saúde, segurança pública e iluminação pública. Exemplos: startups de controle da identidade digital, utilização eficiente do consumo de energia, etc.

Diferentemente do Brasil, nos Estados Unidos o acesso ao mercado de capitais para o financiamento de startups, via venture capital ou private equity, é mais fácil.

Daí o forte interesse das firmas de investimentos na busca de projetos robustos de startups. Outro ponto em destaque é a procura por talentos pelas empresas de tecnologia.

Ou seja, a aliança entre capital financeiro e capital humano. É óbvio que um ambiente de negócios favorável à atração de investimentos em startups (infelizmente, o óbvio não é tão óbvio assim), com regulação com regras claras e segurança jurídica é a condição sem a qual é impossível iniciar e manter empreendimentos em área com intensa velocidade de mudanças.

Daí a importância da reflexão das melhores práticas internacionais que possam contribuir como desenvolvimento humano e institucional do País.

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