UE começa a definir diretrizes éticas para inteligência artificial

Empresas que trabalham com inteligência artificial apresentaram perante a Comissão da União Européia diretrizes éticas para a confiabilidade da inteligência artificial

Codificação, inteligência artificial. Foto PxHere
Codificação, inteligência artificial. Foto PxHere
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Empresas que trabalham com inteligência artificial apresentaram perante a Comissão da União Européia diretrizes éticas para a confiabilidade da inteligência artificial (Ethics Guidelines for Trustworthy AI).

Este é considerado o sistema integrado do software (e possivelmente hardware) para objetivos complexos, para atuar na realidade física e na dimensão digital para perceber o ambiente, mediante a aquisição e interpretação de dados estruturados ou não estruturados, calculando-se com base neste conhecimento artificial as melhores ações adotadas diante de pré-determinado objetivo.

Os sistemas de inteligência artificial adotam sistemas simbólicos e numéricos, para adaptar seu comportamento em função das mudanças causadas no ambiente por suas ações prévias.

Como princípios éticos a serem seguidos pela inteligência artificial: o respeito à autonomia humana, a prevenção de danos, a equidade e explicabilidade. Deve-se dar especial atenção aos grupos de pessoas vulneráveis como crianças, deficientes, entre outros, para evitar riscos de exclusão de pessoas causados pela inteligência artificial.

Inteligência artificial deve estar centrada no ser humano

Os sistemas de inteligência artificial devem estar centrados no ser humano, e sua respectiva utilização deve ser em serviço da humanidade e bem comum, para melhorar o bem estar humano e a liberdade.

Os elementos dos sistemas de inteligência artificial devem ser lícitos, éticos e robustos. Os direitos fundamentais de base para a confiabilidade da inteligência artificial são o respeito à dignidade humana, a liberdade individual, respeito à democracia, justiça e regra legal, igualdade, não-discriminação e solidariedade e direitos dos cidadãos.

No aspecto da prevenção de danos, há a ligação com os temas da privacidade e governança dos dados pessoais, com a consideração da qualidade e integridade dos dados, bem como o acesso aos dados.

Por sua vez, o aspecto da transparência está conectado ao rastreamento dos algoritmos utilizados nos sistemas de inteligência artificial, com a explicação das técnicas utilizadas, bem como o direito à informação sobre as interações com o sistema.

A responsabilidade está associada ao princípio da equidade, com a auditoria dos algoritmos utilizados na inteligência artificial. Quanto à segurança são necessárias medidas para evitar ataques aos sistemas de inteligência artificial.

Por outro lado, existem oportunidades e preocupações quanto à utilização da inteligência artificial nas mudanças climáticas e infraestrutura sustentável, envelhecimento da população (assistência virtual aos idosos), saúde e bem estar (medicina preventiva).

Também, há a preocupação quanto aos sistemas de armas letais autônomas. Em síntese, o tema do impacto da tecnologia sobre a humanidade, mediante os sistemas de inteligência artificial, deve ser devidamente debatido pela sociedade global.

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